O que são biossimilares e por que importam
Se você acompanha o universo dos tratamentos para diabetes tipo 2 e obesidade, provavelmente já ouviu o termo biossimilar. Em 2026, ele ganha ainda mais relevância. A chegada desses medicamentos ao mercado brasileiro está redesenhando o cenário de acesso a terapias baseadas em GLP-1, e entender o que muda é essencial para quem busca tratamento.
Medicamentos biológicos são produzidos a partir de organismos vivos, como bactérias ou células de mamíferos. O semaglutida, princípio ativo do Ozempic, é um deles. A molécula imita o GLP-1, hormônio que o corpo libera naturalmente após as refeições. Como resultado, a pessoa sente saciedade mais rápido, o esvaziamento gástrico desacelera e os níveis de glicose no sangue ficam mais estáveis.
Os medicamentos de referência custam caro. Desenvolver um biológico leva anos e consome investimentos bilionários. Quando a patente expira, outras fabricantes podem entrar com versões próprias. Só que, ao contrário de um genérico comum, copiar um biológico não é simples. As células usadas na produção, os processos de purificação, tudo isso gera diferenças sutis entre o produto original e a cópia.
É aí que entra o conceito de biossimilar. Ele não é idêntico ao medicamento de referência, mas é altamente parecido em termos de estrutura, mecanismo de ação, eficácia e segurança. A ANVISA exige estudos comparativos rigorosos antes de aprovar um biossimilar. O mesmo vale para FDA e EMA.