A tirzepatida é um medicamento que atua como agonista duplo dos receptores de GLP-1 e GIP, dois hormônios que desempenham papel fundamental na regulação do apetite e do metabolismo da glicose. No Brasil, o produto é comercializado pela Eli Lilly sob o nome Mounjaro (para diabetes tipo 2) e Zepbound (para obesidade), com canetas injetáveis que variam entre 2,5 mg e 15 mg por aplicação semanal. Vale esclarecer que a dose máxima aprovada do medicamento é 15 mg, não 60 mg. A confusão pode surgir porque algumas formulações ou dosagens acumuladas são referenciadas de formas diferentes na literatura internacional, mas o protocolo clínico estabelecido utiliza a faixa de 2,5 mg a 15 mg.
Dito isso, entender como funcionam as doses mais altas e quais pacientes podem se beneficiar delas é fundamental para quem considera esse tratamento. O princípio por trás de qualquer esquema com tirzepatida é a titulação gradual, ou seja, começar pela dose mais baixa e aumentar aos poucos conforme a resposta clínica e a tolerabilidade do paciente. Esse método existe principalmente para dar ao corpo tempo de se adaptar aos efeitos colaterais gastrointestinais mais comuns, como náusea, vômito e diarreia, que tendem a ser mais intensos nas fases iniciais do tratamento.