Lumvoa e Tepezza: o cenário dos tratamentos específicos para TED
Até recentemente, quem tinha TED moderada a grave tinha poucas opções além de cirurgia e corticosteroides, com todos os efeitos colaterais que essas abordagens carregam. O cenário mudou.
O Tepezza, cujo princípio ativo é o teprotumumab, foi o primeiro medicamento aprovado especificamente para TED nos Estados Unidos. Ele funciona bloqueando o receptor IGF-1R, uma das peças que alimenta a inflamação ocular. O resultado é a redução da proptose e do inchaço ao redor dos olhos. A aplicação é intravenosa, a cada três semanas. O tratamento exige estrutura e acompanhamento.
Em junho de 2026, a FDA aprovou o Lumvoa, da Viridian Therapeutics. Ele compete diretamente com o Tepezza, mas tem uma diferença prática importante: é dado por via subcutânea, o que significa que o paciente pode aplicar em casa sem precisar ir a uma clínica. O alvo é o mesmo, IGF-1R, e o perfil de eficácia e segurança é comparável nos estudos disponíveis.
A chegada do Lumvoa é relevante por dois motivos. Primeiro, mais opções para o paciente. Segundo, a concorrência tende a pressionar os preços para baixo com o tempo. Custos altos têm sido uma barreira real para quem precisa do Tepezza.
Uma pergunta que aparece com frequência: existe interação entre GLP-1 e esses medicamentos? A resposta honesta é que ainda não há dados robustos sobre o uso combinado. Mas há algo concreto que o paciente pode fazer: informar todos os medicamentos em uso ao médico. Tudo, incluindo o GLP-1. Transparência evita problemas.
O app Ozempro permite registrar todos os medicamentos em uso num só lugar, facilitando a comunicação com qualquer profissional de saúde. Para quem toma GLP-1 junto com Tepezza ou Lumvoa, ter essa lista organizada faz diferença na hora da consulta.